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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Conto: Meia Noite


   Já era quase onze da noite, quando Arnaldo me veio a lembrança. Para o meu azar...
   A noite parecia perfeita pra sair com os amigos, tomar um sorvete e jogar conversa fora, pra quem sabe no outro dia enfrentar melhor o estrece do trabalho... Mas não foi!!!
   Uma nuvem cinzenta se fixou sobre minha cabeça, trazendo com ele um filme de todos os momentos felizes e inesqueciveis que passamos juntos, uma coisa inevitável, como um dejavu só que sem replay.
   Lembrei do primeiro programa que fizemos a dois, e até da primeira noite de frio que nos aquecemos corpo a corpo.
   Encontrei a primeira foto, o primeiro bilhete de cinema, a primeira figurinha de bala e até a primeira carta de amor...eu estava no meu quarto, quando meia-noite em ponto acabei por pegar no sono, quando a campainha tocou...mesmo espantado por ser meia noite, abri a porta e meu coração parou por 5 segundos!!!
   Era Arnaldo. Naquele momento viajei completamente, afinal de contas não nos víamos desde que acabamos nosso relacionamento de 5 anos.
Com medo de fazer ou dizer alguma besteira e perde-lo por mais um ano, apenas o mandei entrar, e ele viu as cartas, fotos, bilhetes de cinema, papel de balas, entre outras coisas que estava sobre minha cama, e um beijo foi inevitável. Um beijo ardente e em seguida caímos em minha cama, já enubreados um pelo outro, não como uma recaída de quem brigou e acabou o romance, e sim com a saudade e a saliência de dois corações de quem nunca deixaram de se amar.
   Fizemos amor como nunca fizemos em 5 anos de namoro, foi tudo perfeito, o beijo, o olhar, as caricias, os toques, era tudo como se fosse magica. O tempo congelou naquele momento, só existia nós dois. Foi TUDO! eu estava com a pessoa mais perfeita do mundo, e no final eu adormeci em seu peito, que era quente, aconchegante e bem musculoso...Dormi querendo que o tempo parasse para sempre, mas de um susto acordei e me vi em meio a varios papeis: Fotos, cartas, cartões e postais....
   Rapidamente levantei olhei o relógio era 1:15 hs AM, imaginei que Arnaldo estava em minha casa e que tinha saído pra fumar apenas um cigarro pra passar o tempo.
   O procurei pela casa inteira, chamei pelo seu nome, mas foi em vão... De subto lembrei que havia adormecido e que tudo aquilo não tinha passado de um sonho, um sonho bom. Meu coração não queria acreditar .que não tinha sido real mas as evidencias foram fortes: Os catravilhos em cima da cama, o som no mesmo volume, o seu cheiro havia sumido, e dentro do meu peito um enorme vazio, um vazio de ter perdido o que na realidade eu nunca tive...


by:Felipe Sousa

Um comentário:

  1. nossa essa historia e muito real parece ate coisa d filme meu, isso mostra sua capacidade, pois sei que e grande o sufucinte pra vc core atras de seus objetivos pois sei q vc e capaz de conceguir.

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